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Em vídeo publicado nas redes sociais, Bruno conta detalhes do tratamento e das cirurgias pelas quais a mãe já passou. Segundo ele, o plano de saúde teria negado o custeio da imunoterapia a base de Nivolumabe 480mg, última alternativa para combater a doença.
Sem poder contar com o plano de saúde, a família precisa desembolsar cerca de R$ 38.500 por mês para a compra do medicamento, que precisa ser aplicado a cada 28 dias. O tratamento inicial é por 12 meses.
Na publicação, que já soma mais de 35 mil visualizações, Bruno conta que a mãe foi diagnosticada com um câncer agressivo na boca no final de 2025 e precisou passar por uma cirurgia para a retirada de dentes, parte da gengiva e do céu da boca.
O procedimento deixou uma fístula, uma canal aberto entre a boca e o nariz, que compromete a fala, a deglutição e a alimentação.
Após a cirurgia, Martha iniciou um tratamento com 33 sessões de radioterapia associadas à quimioterapia. Segundo Bruno, os efeitos colaterais foram intensos, com feridas na boca, infecções e dificuldades para se alimentar, o que levou à necessidade de utilizar uma sonda nasal.
“Minha mãe, como sempre, muito forte, com muita garra, conseguiu, venceu essa etapa do tratamento, mas o câncer voltou”, relatou Bruno no vídeo.
Recidiva da doença
O câncer reapareceu poucos dias depois e avançou para outras regiões, incluindo o pescoço. Bruno conta que a família precisou correr contra o tempo para fazer uma nova cirurgia, mas enfrentou dificuldades para conseguir a autorização do plano de saúde.
Diante da demora, a família decidiu pagar pelo procedimento de forma particular, desembolsando mais de R$ 70 mil. Segundo o relato, o cirurgião conseguiu remover o tumor, mas ainda foi necessário fazer um novo ciclo de quimioterapia para combater a doença.
“Conseguimos, graças a Deus, através de um excelente profissional, conseguiu remover 100% do tumor, não deixou nem um pedacinho para trás”, afirmou.
Depois do tratamento, Martha fez um exame PET-Scan, usado para avaliar a presença de atividade tumoral no organismo, e o resultado inicial não apontou tumores ativos, de acordo com o filho.
No entanto, cerca de 30 dias após o encerramento da quimioterapia, o câncer voltou a aparecer na região esquerda do pescoço.
Com a nova recidiva, a equipe médica indicou a imunoterapia, tratamento que atua estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas.
Após duas doses pagas do próprio bolso, a família percebeu uma melhora significativa na região afetada, com redução do inchaço e fechamento quase completo de uma ferida que exigia curativos diários.