Prefeitura de Goiânia finaliza contratação para implantar ponto facial de servidores
Sistema prevê reconhecimento facial, aplicativo para celular e gestão centralizada da frequência dos servidores municipais
Por Lucas de Godoi em 27/05/2026 – 09:35

Prefeitura projeta investimento de até R$ 14,2 milhões para substituir registros manuais e ampliar controle de presença (Foto: Alex Malheiros)

A Prefeitura de Goiânia formalizou a contratação de um novo sistema de controle de frequência dos servidores municipais baseado em reconhecimento facial e registro digital da jornada de trabalho. O extrato publicado pela Secretaria Municipal de Administração (Semad) estabelece uma estrutura com valor estimado de até R$ 14,2 milhões, incluindo equipamentos, aplicativo, instalação e operação dos sistemas ao longo do período contratual.
O documento foi publicado pela Secretaria Municipal de Administração (Semad) e prevê a contratação da empresa Amultiphone Telecomunicações e Informática para fornecer os equipamentos, instalar a estrutura e operar os sistemas. A ata vale inicialmente por um ano, com possibilidade de prorrogação.
A contratação coloca em prática uma proposta defendida pelo prefeito Sandro Mabel (UB) ainda nos primeiros meses da gestão. “Nós temos muita coisa que é inserida de forma manual, e isso é um problema. O ponto mesmo é inserido manualmente. Ele tem que ser eletrônico, integrado com o sistema”, declarou em entrevista à imprensa.
Na mesma entrevista, Mabel disse que havia falhas no acompanhamento das jornadas de trabalho e afirmou que o novo modelo teria mais controle sobre presença e faltas. “Se trabalhava ou não trabalhava, a gente também não sabe, porque todo mundo abonava a falta de todo mundo. Isso vai acabar, porque a pessoa vai ter que bater o ponto, vai ter o ponto eletrônico facial”, disse.
Mais de mil aparelhos
Pela ata registrada, o município prevê instalar 1.050 aparelhos de ponto com leitura facial distribuídos pelas unidades da prefeitura. O sistema também terá um aplicativo para celular que permitirá o registro de ponto de até 35 mil servidores, além de um software central para acompanhar horários, frequência e relatórios.
O maior custo está justamente na locação dos equipamentos e dos sistemas. Também estão previstos gastos com instalação, rede elétrica e lógica, treinamento dos operadores e ajustes técnicos na plataforma.
Na prática, o objetivo da prefeitura é substituir controles feitos manualmente por um sistema único e digital, permitindo acompanhar em tempo real entradas, saídas e registros de frequência dos servidores municipais.

Lucas de Godoi
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