Epidemias podem gerar impacto de R$ 250 milhões nas contas da Prefeitura de Goiânia
FONTE- Bruna Ariadne
24 julho 2026 às 18h57
Estimativa integra o Anexo de Riscos Fiscais da LDO de 2027 e considera despesas extraordinárias com saúde em caso de surtos ou outras emergências sanitárias
Atendimento na rede de saúde concentra a maior parcela dos riscos fiscais previstos pela Prefeitura de Goiânia para 2027 | Foto: Reprodução
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A possibilidade de epidemias e outras emergências sanitárias representa a principal ameaça às contas da Prefeitura de Goiânia em 2027. O Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sancionada e publicada no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira, 24, estima que despesas extraordinárias com saúde poderão alcançar R$ 250 milhões no próximo exercício. O valor corresponde à maior parcela dos riscos fiscais projetados pela administração municipal.
O montante faz parte da estimativa total de R$ 287,3 milhões em passivos que podem afetar o equilíbrio das contas públicas em 2027. Além das despesas com saúde, o levantamento considera ações judiciais, processos trabalhistas em fase de reconhecimento e possíveis restituições tributárias.
Saúde concentra maior preocupação
Segundo o documento, a previsão de R$ 250 milhões está relacionada à necessidade de atendimento de despesas excepcionais na área da saúde, como epidemias e outros gastos não recorrentes que exijam resposta imediata da administração pública. A estimativa não significa que o município realizará esse gasto, mas representa um risco potencial que deve ser considerado no planejamento orçamentário.
Para enfrentar um eventual aumento dessas despesas, a LDO prevê a abertura de créditos adicionais suplementares, remanejamento de dotações orçamentárias e, se necessário, o contingenciamento de parte do orçamento municipal.
Outros riscos também pressionam o orçamento
Além da possibilidade de epidemias, a Prefeitura estima R$ 18,4 milhões em riscos decorrentes de demandas judiciais contra o município e R$ 16,9 milhões referentes a processos trabalhistas e outras dívidas em fase de reconhecimento administrativo. O levantamento ainda reserva R$ 2 milhões para eventuais restituições tributárias pagas a contribuintes.
Planejamento prevê medidas para reduzir impactos
O Anexo de Riscos Fiscais detalha que, caso esses passivos se concretizem, a administração poderá utilizar recursos da Reserva de Contingência prevista na Lei Orçamentária, além de recorrer ao excesso de arrecadação, ao superávit financeiro do exercício anterior e à abertura de créditos adicionais para preservar o equilíbrio das contas públicas.
De acordo com a LDO, a estimativa dos riscos fiscais busca antecipar situações capazes de comprometer a execução do orçamento e permitir que o município tenha mecanismos para responder a eventos inesperados sem comprometer a continuidade dos serviços públicos.
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Eleições 2026GoiásPolíticaÚltimas notícias
“Caiado tem integridade moral e capacidade de gestão para mudar o Brasil”, diz Daniel Vilela ao participar do lançamento da candidatura à Presidência
26 julho 2026 à00 190721
Governador de Goiás acompanha convenção nacional do PSD, em São Paulo, que oficializou Ronaldo Caiado como candidato ao Palácio do Planalto e confirmou Gilberto Kassab como vice na chapa
Foto: Divulgação
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O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), participou neste domingo, 26, em São Paulo, da convenção nacional do PSD que oficializou a candidatura do ex-governador Ronaldo Caiado à Presidência da República. Único goiano na disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições de 2026, Caiado volta a concorrer ao cargo 37 anos após sua primeira candidatura presidencial, em 1989. Durante o encontro, o PSD também confirmou o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente, formando uma chapa composta exclusivamente por integrantes do partido.
Ao acompanhar a oficialização da candidatura, Daniel Vilela afirmou que Caiado reúne as condições para apresentar um projeto de governo ao país. Segundo o governador, a trajetória política e administrativa do ex-governador de Goiás o credencia para disputar a Presidência da República. “Estamos aqui na convenção que oficializou a candidatura para presidente do nosso Ronaldo Caiado. Um homem que tem integridade moral, capacidade de gestão, responsabilidade com a coisa pública e espírito público para fazer com que o Brasil deixe para trás esse momento de marasmo e atraso, além de permitir que a população viva em um país seguro e com um governo eficiente”, declarou. Para Daniel, essas características são fundamentais para o momento vivido pelo país.
Durante seu pronunciamento, Caiado fez referência ao governador de Goiás e reforçou o apoio à candidatura de Daniel Vilela à reeleição. Ao cumprimentar as lideranças presentes na convenção, afirmou que a continuidade da gestão em Goiás será importante para um eventual governo do PSD em Brasília. “Um agradecimento especial ao governador Daniel Vilela, que administra Goiás e que, se Deus quiser e com a força do povo goiano, estará eleito no primeiro turno para me ajudar a governar o nosso Brasil e caminhando comigo”, afirmou.
Ao defender sua candidatura, Caiado disse que a experiência acumulada no comando do Governo de Goiás demonstra que é possível implantar um modelo de gestão baseado em resultados. “Eleição não é de rejeitados. É de quem traz resultado para a sociedade brasileira. Foi isso que demonstramos em Goiás. Saímos do governo com 88% de aprovação porque, quando se tem capacidade para governar, a população reconhece. O Brasil precisa de alguém que tenha coragem de comprar a briga pelo cidadão brasileiro”, declarou.
O candidato do PSD também criticou o cenário de polarização política e afirmou que pretende apresentar uma alternativa ao eleitorado durante a campanha. “Precisamos pensar bem. O que estamos assistindo no Brasil hoje é uma disputa entre dois candidatos que lideram a rejeição. Mostramos em Goiás que é possível fazer diferente e, por isso, coloquei meu nome à disposição. Eles brigam pelo poder. O Brasil precisa de desenvolvimento e de resultados”, disse.
No encerramento do discurso, Caiado voltou a utilizar Goiás como exemplo de sua gestão e pediu apoio para avançar na disputa presidencial. “Peço a chance de chegar ao segundo turno e mostrar que temos condições de devolver o Brasil aos brasileiros, assim como fizemos em Goiás. Hoje o Estado é referência em segurança pública, saúde regionalizada e gestão fiscal. Não se governa pelo discurso, mas pelo exemplo de quem administra”, concluiu.
Com a homologação da chapa formada por Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab, o PSD concluiu sua convenção nacional dentro do calendário eleitoral. As convenções partidárias podem ser realizadas até 5 de agosto, enquanto o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral deverá ser apresentado até 15 de agosto, acompanhado da documentação exigida e do plano de governo.
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“Em briga de marido e mulher, vou meter tornozeleira e algema”, diz Caiado em lançamento de candidatura à presidência
26 julho 2026 à43 180600
Caiado falou sobre combate à violência dompéstica e políticas de segurança pública
Caiado teve candidatura lançada pelo PSD em São Paulo. Foto: Divulgação/PSD
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Durante a coletiva de imprensa concedida antes do evento de lançamento de sua candidatura à Presidência da República, o candidato, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a atuação do governo federal no combate à violência contra as mulheres. Ao defender uma política mais rígida para enfrentar esse tipo de crime, afirmou que as brasileiras vivem uma realidade de insegurança e questionou a ausência de medidas efetivas. “Hoje as mulheres cada vez mais inseguras, sem saber como vão transitar, além de serem assaltadas, muitas vezes são violentadas. Qual é a ação concreta de apoio à mulher neste momento?”, declarou.
Na sequência, Caiado afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende adotar uma postura mais rigorosa no enfrentamento à violência contra as mulheres. Segundo ele, a ideia de que não se deve interferir em casos de violência doméstica precisa ser superada. “A tese que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Vou meter tornozeleira, algema nesse covarde”, disse. O candidato acrescentou que pretende utilizar a “mão pesada” para garantir a segurança das mulheres no direito de ir e vir.
Ao tratar especificamente da violência doméstica, Caiado disse que pretende propor mudanças na legislação para permitir o confisco do patrimônio de agressores condenados, destinando esses bens às mulheres vítimas de violência e aos filhos do casal. Para ele, a medida teria caráter punitivo e também serviria para oferecer condições de recomeço às vítimas.
O ex-governador também afirmou que pretende ampliar o rigor das penas aplicadas a autores de crimes contra mulheres, além de defender punições mais severas para estupradores e pedófilos. Segundo Caiado, é preciso reforçar a ideia de que homens devem respeitar suas companheiras e esposas, utilizando a legislação como instrumento para coibir esse tipo de violência.
Ainda durante a entrevista, o candidato voltou a falar sobre segurança pública de forma mais ampla. Ele afirmou que estados governados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) concentram o maior número de cidades violentas do país e utilizou esse argumento para criticar a condução da área pelo governo federal.
Por fim, Caiado citou os governos de Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, no Paraná, ambos que disputaram internamente a indicação do PSD para a Presidência, como exemplos de boas práticas na área da segurança pública. Também destacou os resultados obtidos por sua gestão em Goiás, afirmando que pretende levar esse modelo para todo o país caso seja eleito presidente.
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Veja quantas pessoas cada candidato poderá contratar para as eleições de 2026 em Goiás
26 julho 2026 à17 170556
Há um limite para cada cargo do pleito definido pelo município com maior colégio eleitoral
O número de pessoas efetivamente contratadas pode variar muito. Foto: Divulgação
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O limite máximo de pessoas que poderão ser contratadas para atividades de militância e mobilização de rua durante a campanha é definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cada estado, considerando o eleitorado do maior colégio eleitoral da unidade da Federação. Pela Lei das Eleições, o cálculo parte de um limite-base equivalente a 0,001 do eleitorado desse município, com aplicação dos pisos e tetos previstos na legislação.
Em Goiás, a referência é Goiânia, que possui 1.016.153 eleitores aptos. Como a aplicação direta da fórmula ultrapassaria o teto permitido, foi considerado o limite máximo estabelecido. Com isso, cada candidato poderá contratar até 2.572 pessoas para o cargo de governador; 1.286 para presidente da República e senador; 900 para deputado federal; e 450 para deputado estadual.
Os quantitativos variam conforme o cargo: candidatos à Presidência e ao Senado têm direito ao limite-base integral; governadores podem contratar o dobro desse número; deputados federais têm direito a 70% do limite-base; e deputados estaduais, a 50% do limite destinado aos deputados federais.
Os valores representam o número máximo de pessoas que cada candidato poderá contratar, diretamente ou por meio de empresas terceirizadas, para atuar em atividades de militância e mobilização de rua durante toda a campanha eleitoral.
O que não entra no limite de contratação?
A Portaria TSE nº 444/2026 estabelece que algumas atividades não são contabilizadas para o limite máximo de contratações. Ficam fora do cálculo a militância exclusivamente voluntária e sem remuneração, o pessoal contratado apenas para suporte administrativo e operacional interno, os fiscais e delegados credenciados pelos partidos para atuar no dia da eleição e os advogados e demais profissionais da defesa jurídica contratados por candidatos, partidos, coligações ou federações.
Além de definir o número máximo de contratações, a norma também estabelece restrições para despesas relacionadas à mobilização de campanha. Os gastos com alimentação do pessoal contratado ficam limitados a 10% do total das despesas com contratações, enquanto as despesas com aluguel de veículos automotores não podem ultrapassar 20% do total gasto com esse tipo de contratação durante a campanha.
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