Goiânia recebe certificação nacional por boas práticas no combate a Chagas
Concedido pelo Ministério da Saúde a apenas dois municípios do país, reconhecimento atesta o trabalho realizado rumo à eliminação da transmissão vertical da doença
sexta-feira, 17 abril 2026, 16:14 | Saúde
Diretora de Vigilância Epidemiológica de Goiânia, Flaviane Ribeiro, representou a Pasta de Saúde durante a entrega do selo (Fotos: Divulgação/SMS)
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A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), recebeu nesta quinta-feira (16/4), do Ministério da Saúde, o selo bronze por boas práticas rumo à eliminação da transmissão vertical da Doença de Chagas no município. A certificação foi entregue durante a 18ª Expoepi, congresso nacional que reúne experiências exitosas em vigilância, prevenção e controle de doenças em todo o país, realizado em Brasília. Apenas duas cidades brasileiras foram certificadas durante o evento: Goiânia e Anápolis.
O reconhecimento é concedido pelo Ministério da Saúde a municípios que cumprem rigorosos critérios técnicos e assistenciais, após um processo que envolve avaliação documental, auditorias e visitas in loco para validação das informações. A certificação também considera aspectos relacionados aos direitos humanos e ao acesso aos serviços de saúde, garantindo que gestantes e recém-nascidos tenham acompanhamento adequado, oportuno e resolutivo em todas as etapas do cuidado.
Para o prefeito Sandro Mabel, o reconhecimento atesta a qualidade das ações desenvolvidas de forma contínua e sistemática para interromper a transmissão da doença de mãe para filho. “Esse selo demonstra que Goiânia está no caminho certo no enfrentamento de uma doença historicamente negligenciada. É resultado de um trabalho integrado, que envolve vigilância, assistência e cuidado contínuo às gestantes e crianças, garantindo diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento adequado”, afirma.

O último caso registrado da doença no município ocorreu em 2012. Nos últimos anos, Goiânia também não registrou casos de transmissão vertical de Chagas, resultado direto do fortalecimento da rede de atenção à saúde e da vigilância epidemiológica.
Entre as principais ações adotadas estão o acompanhamento qualificado do pré-natal, com testagem das gestantes para detecção precoce da doença; a realização de exame parasitológico ao nascimento; o seguimento das crianças expostas com sorologia até os nove meses de idade; além do monitoramento contínuo e sistemático dos casos notificados.
“Seguiremos investindo na qualificação das equipes e no fortalecimento das estratégias de prevenção e controle, com o objetivo de avançar nas próximas etapas da certificação e, futuramente, alcançar a eliminação da transmissão vertical da doença no município”, diz o secretário municipal de Saúde, Luiz Pelizzer.
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – Prefeitura de Goiânia
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Atualização da Remume permitirá disponibilização de novos fármacos para saúde mental, urgência e emergência, oftalmologia e Ambulatório Transviver. Incorporações serão ofertadas em 180 dias
quarta-feira, 15 abril 2026, 15:09 | Saúde
Nova Remume traz lista de medicamentos que serão disponibilizados para uso nas unidades de saúde e distribuídos aos usuários nas 54 farmácias do município
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A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), publicou nesta semana a Portaria 258/2026 que atualiza a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume). De acordo com o titular da SMS, Luiz Pellizzer, 66 novos fármacos passam a integrar a lista, que apresenta os medicamentos disponibilizados para uso nas unidades da rede municipal de saúde e para dispensação aos usuários.
“A atualização da Remume é fundamental para a qualidade e resolutividade da nossa assistência, porque ela é o documento norteador de prescrições em todas as redes de atenção à saúde do município”, afirma o secretário. “A nova portaria tem foco no alinhamento com as demandas das unidades e usuários e na promoção da segurança do paciente, com a inclusão de novas terapias e a substituição de fármacos com maior risco de efeitos adversos por alternativas mais seguras”, destaca Luiz Pellizzer.
O documento permitirá a disponibilização de novos medicamentos para saúde mental, urgência e emergência, oftalmologia e Ambulatório Transviver. “Na saúde mental, houve ampliação do rol de medicamentos com a inclusão Amitriptilina 75 mg, Escitalopram comprimido e solução, Risperidona, Trazodona, Topiramato, Levomepromazina e Naltrexona. A incorporação desses fármacos não só amplia as opções terapêuticas, mas permite maior individualização do tratamento”, explica a farmacêutica da SMS Lorena Baía.
“A nova Remume inclui também Rosuvastatina 10 mg para o tratamento de dislipidemias, um medicamento mais eficaz e seguro para redução do colesterol e prevenção de eventos cardiovasculares”, ressalta a profissional. “Outra inovação relevante é a Tenecteplase injetável, que é uma terapia utilizada no atendimento pré-hospitalar de infarto e AVC, contribuindo diretamente para a redução de sequelas e óbitos”, pontua a farmacêutica.
A relação passa a incluir ainda xaropes, soluções orais e apresentações pediátricas dos fármacos, como a Dropropizina 3 mg/mL xarope adulto e pediátrico, Escitalopram 20 mg/mL solução oral e Risperidona 1 mg/mL solução oral, o que favorece a adesão de crianças e pessoas com deficiência ou comorbidades ao tratamento. “A nova versão da Remume traz também medicamentos como o Cipionato de testosterona 200 mg/mL, Estradiol gel 0,6 mg e Undecilato de testosterona 250 mg/mL injetável, que serão disponibilizados por meio do Ambulatório Transviver para fortalecer a linha de cuidado à população trans”, conta a profissional.
Prazos
O novo documento estabelece prazo de 180 dias para aquisição dos medicamentos e sua efetiva distribuição na rede municipal de saúde. “Agora a SMS iniciará os processos licitatórios para compra dos itens e em breve eles serão disponibilizados para a população nas 54 farmácias do município”, diz Luiz Pellizzer.
“Os avanços trazidos pela Remume vão se traduzir na prática em melhor controle das doenças, menor risco de complicações, maior adesão aos tratamentos e, consequentemente, melhor qualidade de vida para a população atendida”, ressalta o secretário.
Fotos: Divulgação
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – Prefeitura de Goiânia
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A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou 635.699 visitas domiciliares, em todas as regiões da capital, para controle de dengue nos primeiros 100 dias de 2026. Nestas visitas, foram encontrados 24.294 focos de Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, em 15.034 dos imóveis vistoriados.
“Os criadouros do mosquito da dengue estão em sua maioria em locais privados, que dependem do cuidado direto das pessoas e onde o poder público não atua de forma permanente. Por isso, a participação efetiva de cada cidadão é fundamental”, destaca o secretário municipal de Saúde. Luiz Pellizzer.
Neste mesmo período, a SMS registrou aproximadamente 10 mil casos de dengue na capital. A prefeitura, por meio de seus agentes de combate a endemias, percorrem as casas em busca de água parada, criadouros e possíveis riscos. As equipes também realizam a abertura compulsória de locais fechados ou abandonados, pulverização de inseticidas com bombas costais em pontos estratégicos e nebulização com ultra baixo volume (UBV) em áreas abertas.
O agente de combate a endemias e técnico da gerência de controle de vetores, Wellington Tristão da Rocha explica que a atuação nos bairros é definida a partir do aumento nas notificações. “Por exemplo, nós identificamos que o Parque Amazônia apresentava números importantes de dengue e, a partir disso, organizamos um plano com várias frentes. A principal delas é a visita domiciliar, que permite identificar e eliminar focos diretamente nos imóveis”, afirma. Somente no setor foram confirmados 132 casos de dengue em 2026.
O trabalho inclui ainda a aplicação de fumacê, atuação em pontos estratégicos e a abertura de imóveis abandonados, mas reforça que o contato direto com a população é essencial. “A visita domiciliar é o momento mais importante do nosso trabalho. É ali que conseguimos agir de forma efetiva, no momento em que a gente consegue interromper o ciclo do mosquito. E a população tem participado, permitindo a entrada das equipes”, destaca Wellington.
Entre os cuidados recomendados pela SMS estão o recolhimento regular e o descarte adequado de resíduos. “O combate à dengue exige compromisso e responsabilidade de toda a sociedade. Nós estamos no período de sazonalidade da doença, quando o historicamente o número de casos aumenta. É dever de todos manter os ambientes privados livres de criadouros do mosquito”, disse o secretário.
Fotos: Joabe Mendonça
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) – Prefeitura de Goiânia
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Podem se imunizar pessoas dos grupos prioritários. A ação será realizada das 8h às 17h, no hall do Paço
terça-feira, 14 abril 2026, 16:23 | Saúde
Ação será realizada das 8h às 17h, no hall do Paço (Foto: Divulgação/SMS)
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A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), leva nesta quinta-feira (16/4) a vacinação contra a Influenza para o Paço Municipal. Focada nos servidores e trabalhadores da região, podem se imunizar pessoas dos grupos prioritários. A ação será realizada das 8h às 17h, no hall do Paço.
“Levar a vacinação para dentro do ambiente de trabalho facilita o acesso e amplia a cobertura, especialmente entre os grupos prioritários. Nosso objetivo é proteger quem está mais vulnerável e reduzir complicações causadas pela influenza, garantindo mais segurança para a população e para os nossos servidores”, destaca o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer.
Podem se vacinar idosos, crianças entre 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidade ou deficiência permanente, indígenas, quilombolas e população em situação de rua, além de caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo, das Forças Armadas, Segurança Pública e Salvamento, dos Correios, do Sistema Prisional, detentos e adolescentes em medidas socioeducativas.
Além dessa ação, Goiânia possui 63 salas de vacinação em todas as sete regiões do município, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e oito Centros Municipais de Vacinação (CMVs), que abrem também aos finais de semana, das 8h às 18h.
Para vacinar, a população precisa apresentar apenas um documento pessoal com CPF ou o Cartão SUS e documento que comprove fazer parte do grupo prioritário. Gestantes e pessoas com deficiência permanente são autodeclarados, não precisam de algo que comprove.
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – Prefeitura de Goiânia
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Goiânia se torna a primeira cidade goiana a ter equipes de apoio assistencial em cuidados paliativos habilitadas pelo Ministério da Saúde
Serão grupos compostos por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que levam atendimento à casa dos pacientes
terça-feira, 14 abril 2026, 11:34 | Saúde
Equipe multidisciplinar em cuidados paliativos levam atendimento à casa de paciente do programa
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Por meio da Portaria 10.645, publicada no Diário Oficial da União nesta semana, Goiânia se tornou o primeiro município de Goiás a contar com equipes de apoio assistencial em cuidados paliativos habilitadas pelo Ministério da Saúde. A capital tem duas equipes compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais que prestam assistência domiciliar a pacientes em cuidados paliativos.
“É um atendimento especializado, com plano terapêutico individualizado, que permite a continuidade do cuidado a pessoas com condições que ameaçam a vida, o controle efetivo de sintomas e a oferta de suporte aos familiares”, explica o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer. “Nós iniciamos a estruturação desse serviço em junho de 2025 com a missão de levar assistência adequada, segura e humanizada para resguardar a dignidade humana até o fim da vida”, disse o titular da SMS.
A habilitação é o reconhecimento formal de que o serviço atua conforme as diretrizes da Política Nacional de Cuidados Paliativos, tem produtividade adequadamente registrada e está apto a receber financiamento federal para manutenção de suas atividades. Por meio da portaria, o Fundo Municipal de Saúde de Goiânia passa a receber R$ 1.060.800,00 anualmente, em parcelas de R$ 88.400 mensais, para a continuidade da prestação dos serviços.
Atualmente, as equipes realizam atendimentos a 130 pacientes na capital. Para Cristiano Macedo, filho de paciente em cuidados paliativos, o serviço trouxe conforto e segurança para toda a família. “A equipe nos ofereceu não só a assistência para minha mãe, mas orientação e amparo para a gente lidar com a situação dela. Eu fico muito agradecido de poder contar com esse apoio num momento em que eu estava perdido, sem saber como agir”, disse.
Acesso
As equipes de cuidados paliativos têm base no Centro de Referência em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa (CRASPI) e na Santa Casa de Misericórdia de Goiânia. O acesso ao acompanhamento é realizado por encaminhamento ao Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) do município. “Quando as equipes das redes de atenção à saúde identificam um paciente com perfil de cuidados paliativos ele é encaminhado a nós e passa por uma análise de elegibilidade ao serviço, que considera critérios clínicos e score específico para cuidados paliativos”, explica a coordenadora do SAD de Goiânia, Aline Prado.
“Na sequência, as equipes fazem visitas domiciliares para compreender o contexto clínico, familiar e social desse paciente e elaborar o plano terapêutico. Então ele é incluído no fluxo assistencial”, diz a coordenadora.

Fotos: Divulgação
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – Prefeitura de Goiânia
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