Jovem morta em chacina havia acabado de realizar sonho de comprar apartamento, diz irmã: ‘Organizando a vida’
Jayne Chaves, de 29 anos, foi encontrada sem vida dentro de um carro junto com o suspeito do crime, Leonardo Araújo, que estava ferido. Segundo Mileide Barbosa, a irmã era meiga e muito presente.
FON – Por Letícia Fiuza, g1 Goiás
31/07/2026 12h41 Atualizado há 17 horas
- Jayne Chaves, de 29 anos, foi morta em uma chacina em Goiatuba. Ela havia acabado de comprar um apartamento em Aparecida de Goiânia.
- O suspeito, Leonardo José de Araújo, que atirou contra si, segue internado em estado grave nesta quinta-feira (30).
- O crime ocorreu na noite de segunda-feira (28). Os corpos de outras 2 vítimas, Beatriz e Nahtan, foram achados em uma casa de festas.
- A Polícia Civil aponta o ciúme como motivação do crime. Leonardo mantinha um relacionamento de cerca de 2 anos com Jayne.

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Jayne Chaves, de 29 anos, havia acabado de realizar o sonho de comprar um apartamento, segundo Milede Barbosa Sousa, irmã da jovem que morreu em uma chacina em Goiatuba, no sul de Goiás. Ao g1, Mileide contou que a irmã era uma menina meiga, muito presente e que agora a família quer Justiça. Além de Jayne, também morreram Beatriz Soares Souza, de 27 anos, e Nahtan Campos, de 35 anos.
O suspeito do crime é Leonardo José de Araújo, que atirou contra o próprio corpo. Nesta quinta-feira (30), o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) informou que Leonardo permanecia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O g1 não conseguiu localizar a defesa dele para um posicionamento.
O crime aconteceu na noite de segunda-feira (28). Segundo a Polícia Militar, Jayne foi encontrada morta dentro de um carro nas proximidades da fazenda, enquanto os corpos de Beatriz e Nahtan foram encontrados dentro de uma casa de festas na propriedade.
Jainy Chaves, de 29 anos, foi morta pelo namorado em Goiatuba, no sul de Goiás — Foto: Arquivo Pessoal/Lorena Azevedo
Em entrevista, Mileide disse que Jayne comprou um apartamento em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, há cerca de seis meses.
“Ela comprou o apartamento dela agora, estava mobiliando. Tem seis meses só que ela comprou, estava arrumando o apartamentozinho dela, organizando a vida dela, sabe?”, contou emocionada.
Segundo ela, a notícia da morte de Jayne abalou a todos, pois a irmã era uma pessoa que “não fazia mal a ninguém”. Ela conta que a irmã morava com a família em Aparecida de Goiânia, mas viajava a Goiatuba, onde costumava passar entre sete e 15 dias na cidade.
De acordo com ela, a irmã costumava trabalhar como babá, mas não sabe exatamente com o que ela trabalhava em Goiatuba. “A dor é grande. De você ver uma pessoa, principalmente, na parte que ela ligou para se despedir e você não poder fazer nada por causa da distância”, disse ela.
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Crime e motivação
A PM informou que foi acionada por uma das irmãs de Jayne, após a jovem mandar uma mensagem informando que havia sido baleada e compartilhando a localização. Na propriedade rural, os policiais encontraram Jayne morta dentro de um carro, junto com Leonardo, com uma arma sobre o colo e ferido por um disparo.
Jainy Chaves, Nahtan Campos e Beatriz Soares foram mortos em uma fazenda, em Goiatuba, na terça-feira (28). — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Durante o atendimento do suspeito, os militares foram informados que havia mais duas vítimas dentro de outro imóvel na propriedade. De acordo com a Polícia Civil, a motivação preliminar do crime é ciúmes, já que Leonardo teria um relacionamento com Jayne há cerca de dois anos.
“Nós estamos tratando a morte da Jayne como feminicídio e dos outros dois como homicídio. A Jayne e o Leonardo teriam um relacionamento há aproximadamente dois anos e com essa crise de ciúmes que ele teve repentinamente, encontrou ela com a Beatriz e o Nahtan nesse rancho”, disse André Ganga, delegado-geral da Polícia Civil de Goiás.
Ao g1, Mileide disse que não conhecia o suspeito, mas ele sempre ligava para saber onde e com quem Jayne estava. “Quando ela estava no telefone conversando com ele, a gente escutava só cochichos, sempre às escondidas. Era como se ela estivesse sendo, sei lá como, como se estivesse sofrendo alguma coisa”, disse Mileide.
A mãe disse que ela sempre ligava e dizia que estava bem e que, por isso, achava que ela estava protegida. “Sempre que a gente ligava, ela dizia: ‘Mãe, estou bem. Não se preocupa comigo não, mãe”, contou a mãe de Jayne à TV Anhanguera.
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