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Sob a lua de Copacabana, Shakira reúne sua alcateia em noite histórica

Com repertório reformulado, participações especiais e uma entrega física intensa, a cantora transformou a Praia de Copacabana em celebração de sua trajetória, da latinidade e da força feminina.

Por Aline Pollilo, g1

03/05/2026 07h10  Atualizado há 4 minutos

  • Shakira se apresentou na Praia de Copacabana neste sábado (2).
  • O show foi histórico e reuniu uma multidão de fãs.
  • A cantora colombiana cantou seus maiores sucessos e fez o público dançar.
  • Shakira também recebeu convidados especiais, como Anitta, Caetano Veloso e Maria Bethânia.
Shakira se declara para o público e uiva no palco de Copacabana

Shakira se declara para o público e uiva no palco de Copacabana

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Antes de subir ao palco da Praia de Copacabana neste sábado (2), Shakira já sabia a dimensão do que encontraria no Rio.

Depois de um show histórico no Zócalo, México, ela chegou a Copacabana para mais um capítulo marcante de sua trajetória. Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), a apresentação reuniu 2 milhões de pessoas.

O roteiro era familiar para os fãs brasileiros, mas não idêntico. Depois de trazer a turnê “Las Mujeres Ya No Lloran” ao país em 2025, a cantora promoveu ajustes no repertório para a escala monumental de Copacabana.

Na esteira das passagens de Lady Gaga e Madonna, Shakira sabia o peso simbólico dessa apresentação. Nas semanas que antecederam o show, alimentou a expectativa dos fãs nas redes sociais, definiu a noite como um sonho e escreveu um artigo para o jornal O Globo em homenagem à força das mulheres latinas.

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Apesar do atraso de mais de uma hora, o público não desanimou. O maior trunfo da apresentação esteve na energia física da artista: ela conduziu a plateia com tanta intensidade que era difícil resistir ao impulso de dançar.

Shakira na abertura do show no Rio de Janeiro — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Shakira na abertura do show no Rio de Janeiro — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

A abertura com “La Fuerte” já antecipava o clima do espetáculo: uma faixa eletrônica pulsante que serviu como declaração de intenções. Na sequência, “Girl Like Me” reforçou uma das marcas da noite: a celebração das mulheres, especialmente das latinas.

O ritmo seguiu com “Las de la Intuición” e “Estoy Aquí”, embora esta última tenha aparecido em versão reduzida — breve demais para um dos hits mais queridos pelo público brasileiro.

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Shakira se apresenta na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Shakira se apresenta na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

“Eu não posso acreditar que estou com vocês. Pensar que cheguei aqui com 18 anos… E agora olha isso. A vida é mágica. Não existe coisa melhor do que uma lobinha encontrar sua alcateia brasileira”, disse Shakira, antes de engatar “Empire” e “Inevitable”, faixa em que exibiu sua potência vocal.

A emoção tomou conta quando imagens de seus filhos, Milan e Sasha, surgiram nos telões durante “Acróstico”. Escrita como uma carta de amor para os dois, a faixa transformou o espetáculo em um raro momento de intimidade.

Filhos de Shakira cantam em telão no show em Copacabana — Foto: globo

Filhos de Shakira cantam em telão no show em Copacabana — Foto: globo

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O clima esquentou com o medley de “Copa Vacía”, “La Bicicleta” e “La Tortura”, uma síntese da latinidade que atravessa sua obra. São hits que sustentariam performances inteiras, mas um repertório tão extenso exige concessões.

Como era esperado, o ápice da dança veio com “Hips Don’t Lie”, quando seus quadris voltaram a justificar a fama construída ao longo de décadas.

Para alegria dos fãs, a colombiana inseriu “Loca” e “Can’t Remember to Forget You”, músicas que não são muito frequentes nos setlists dos shows mais recentes.

Homenagens às mães solos

“No Brasil existem mais de 20 milhões de mães solteiras, eu sou umas delas. Eu dedico esse show a todas elas”, falou na introdução de “Soltera”.

Quando chegou a vez de apresentar Anitta, Shakira a chamou de “rainha”. Essa foi a primeira vez que elas se cantaram juntas ao vivo “Choka Choka”.

Shakira e Anitta no Todo Mundo no Rio 2026 — Foto: TV Globo

Shakira e Anitta no Todo Mundo no Rio 2026 — Foto: TV Globo

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Antes da loba, existiu a roqueira de cabelos pretos e, em um show desse porte, era impossível deixar os clássicos dos anos 90 de fora. Foi nesse momento que a cantora apostou na memória afetiva dos fãs, exibindo nos telões imagens do início de sua carreira.

Ela engatou “Pies Descalzos, Sueños Blancos” e “Antología”, em uma versão acústica. Ela até tentou pedir ajuda para o público cantar, mas o público demorou a responder, e o clima esfriou por alguns instantes.

Santo Amaro no palco

Ter participações especiais em megashows não é novidade. Mas a presença de Caetano Veloso e Maria Bethânia pegou o público de surpresa já nos ensaios.

Sonho de Shakira de cantar com Caetano Veloso se realiza diante de milhões quase 30 anos após entrevista. — Foto: Dilson Silva / Agnews

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